Amor divino – um sentimento?

Amor divino – um sentimento?

Escrito por: Anna Risa | Publicado: sexta-feira, 26 de outubro de 2012

„Até mais!“, grito alegre, ao me despedir na porta de casa. Eu volto lentamente para dentro, fecho a porta e suspiro aliviada. Repentinamente me sinto culpada! Uma garota muito querida, mas eu simplesmente não gosto de estar com ela – sem saber por quê..

„Você é uma hipócrita“, ouço uma voz irônica dizendo em mim. „E você se diz uma cristã? Cristãos devem amar os seus inimigos – isso todos sabem! E você tampouco ama os teus amigos!“

A tentativa de amar não ajudou nada

„Eu fiz a tentativa!“, eu grito alto. É uma tentativa vã fazer esses pensamentos desagradáveis se calarem. É verdade – eu fiz a tentativa. Durante muito tempo eu tentei amar as pessoas a minha volta, verdadeiramente, principalmente aquelas que eu não „me dava muito“. Eu não evitei elas e quando elas fizeram ou falaram algo, que me deixou zangada ou irritada, então eu senti que a irritação vinha do meu interior, e me neguei conscientemente.

Mas tudo isso não ajudou em nada. Sinceramente falando – talvez eu não tive nenhuma aversão contra elas, mas mesmo depois de ter negado minha irritação e o ficar incomodada, apenas ficava uma atitude neutra em relação a elas. Um espaço vazio sem um tipo sequer de sentimento. Eu não posso dizer que gosto de estar junto a elas, e muito menos que as amo.

Como Jesus pode nos pedir a amar?

Bastante desanimada deixo-me cair no sofá. Por que precisa ser tão difícil? Mais uma vez eu recordo das palavras de Jesus no sermão da montanha, onde ele fala de amar os seus inimigos.

„Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;  Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.“ Lucas 6,27+28

Ao ler esses versículos me vem algo. Jesus nos deixa quatro exortações, mas as últimas três sbençoa-lo. É possível – você não pode dizer que é impossível! O mesmo também serve para os próximos dois: você pode fazer algo de bom para os que te odeiam, e você pode orar para os que te maltratam.

Como você pode fazer mesmo, para amar alguém?

Mas como Jesus pode nos pedir a amar as pessoas? Amor é um sentimento, uma emoção – conduzido pelo sistema límbico do cérebro, ou algo assim. Como você pode fazer mesmo, para amar alguém? Ou você ama, ou você não ama – assim é, no mínimo segundo o meu entendimento.

Amor é uma ação

Finalmente eu tomo a decisão, de falar com Bernt Stadven sobre isso, um cristão mais velho, pelo qual eu tenho muito respeito e que eu confio totalmente. Eu explico o meu dilema e encerro com isso de que me parece injusto, que Jesus nos pede coisas que não podemos controlar, exemplificando, o que devemos sentir pelos outros.

„Não, não, você entendeu totalmente errado!“, ele diz entusiasmado. „O amor do qual Jesus fala aqui não é um sentimento. É uma ação, igualmente a todas as outras coisas que ele nos ensina.“

O amor do qual Jesus fala aqui não é um sentimento.

„Sério?“, eu pergunto, em dúvida, e não entendo totalmente o que ele quer dizer com isso.

„Naturalmente“, ele responde. „Você sabe o que está escrito em 1 Coríntios 13, ou? Este é o capítulo no qual o apóstolo Paulo descreve o que é amor divino. Leia ele cuidadosamente, sentimentos não são citados uma única vez.“

Gehorsam öffne ich meine Bibel um es nachzuschlagen. Tatsächlich steht ab Vers vier geschrieben:  „Die Liebe ist langmütig und freundlich, die Liebe eifert nicht, die Liebe treibt nicht Mutwillen, sie bläht sich nicht auf, sie verhält sich nicht ungehörig, sie sucht nicht das Ihre, sie lässt sich nicht erbittern, sie rechnet das Böse nicht zu...“

„Você vê, isso significa amar alguém“, Stadven explica. „Se você é amável e bom para com as pessoas, e você não inveja elas tampouco és mau com elas, então as amas – independente do que os teus sentimentos dizem. Então você obedece aos mandamentos de Jesus plenamente.“

São as coisas que eu faço porque eu quero amar as pessoas. Essa é a prova verdadeira de que as amo de verdade...

É como se uma luz se acendesse em mim! Isso é algo que eu posso fazer! O tempo todo eu esperei para que os meus sentimentos me provassem que amo alguém. Eu quero sentir que amo as pessoas, antes de tentar ser amável, longânimo, etc, mas é completamente ao contrário! São as coisas que eu faço porque eu quero amar as pessoas. Essa é a prova verdadeira de que as amo de verdade.

Eu agradeço Stadven com um sorriso no rosto, e parto dali com uma esperança nova em mim. Agora eu sei, que independete de como eu me sinto, posso amar a cada um, individualmente, da mesma forma que o fez Jesus.

„Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá...“

1. Coríntios 13,7-8.