'Isto não é minha culpa'

"Isto não é minha culpa"

Escrito por: Anna Risa | Localizar: Sydney, Australia | Publicado: terça-feira, 24 de maio de 2011

De quem é a culpa então? Para alguns é tão natural pôr a culpa nos outros, quanto o respirar, e não importa o que acontece, o mais importante é manter a sua própria boa aparência.

Eu estou sentado na minha escrivaninha e penso  em algo que está escrito em 1 coríntios 11, 31: „Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.“

É uma reação natural para pessoas, julgar e culpar a outros em todas situações. Quando Deus pediu á Adão, o que ele tinha feito, Adão reagiu rapidamente colocando a culpa em Eva. E não somente foi o suficiente, ele também culpou a Deus indiretamente. („A mulher que me deste como companheira…“ Gênesis 3, 12).

É uma reação natural para as pessoas, julgar e culpar a outros em todas as situações..

Se eu lembro de todas as vezes que eu fiz o mesmo, ficaria ficar vermelho de vergonha. Eu ocupei tanto tempo e forças em me defender e colocar a culpa nos outros. Parece que as desculpas estão sempre prestes a sair por si mesmas. “Isto não foi minha culpa! Eu não fui responsável por isso … E para ser sincero, eu estive contra isso desde o início, …“

Porque eu sou assim? Ao mesmo tempo, percebo que nunca sou tentado, a me distanciar de coisas quando tudo está bem. Por que não posse levantar-me contra algo que fiz e não foi segundo o planejado? Só existe uma resposta para isso. Como humano nasci com uma carne muito orgulhosa, que não consigo suportar, ter feito algo errado diante de outras pessoas. Toda vez que algo vai contra minha reputação, as concupiscências na minha carne acordam e sou tentado á mentir, enganar e culpar a outras pessoas.


Existe uma solução? Julgar-me a mim mesmo? Talvez parece negativo, mas se eu sou alguém que nunca dá o braço a torcer, por ter feito algo de errado, ou que pudesse ter feito algo melhor, então fica muito difícil para outros estar próximos a mim. Eu não quero ser assim! Se eu quero mudar, eu tenho que fazer algo com isso, porque isso não acontece por si só.

Se eu me julgo a mim mesmo, e reconheço minhas faltas e culpas, o que acontece então?

Se eu me julgo a mim mesmo,  reconheço meus erros e deficiências, o que acontece então? Se eu nego as minhas inclinações em culpar os outros, então verei mais do pecado que mora em minha carne. Toda contenda, que sinto nas diversas situações, sempre vem das minhas próprias concupiscências, e nunca em virtude do que os outros fazem. Há mais do que o suficiente em minha própria natureza que exige de mim, sem que eu tenha necessidade de culpar aos outros!

Não apenas ficarei mais suave e amigável com aqueles que estão á minha volta, como isso também é visto por Deus. Eu sei que ele „recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção“. Romanos 2, 6-7