O que diferencia essa igreja das outras?

O que diferencia essa igreja das outras?

Escrito por: Maggie Pope | Publicado: sexta-feira, 25 de julho de 2014

Primeiro a igreja anglicana solene e formal com um padre em manto, depois o pastor batista protestante de terno e gravata, e finalmente o moderno pregador pentecostal usando jeans e camiseta, passeando orgulhoso no palco com um microfone na mão e gritando para os ouvintes… todos eles eu vivenciei.

E todos tem algo em comum: Tudo acaba girando unicamente em torno deles.

Um homem tem a tarefa de contar para a igreja o que Deus fez para nós, como podemos conseguir doações de dinheiro para um novo telhado da igreja, como somos salvos ou como podemos ser batizados com o Espírito Santo. Amém! Louvem ao Senhor, e/ou Aleluia!

E vamos para casa, agradecidos por sermos pessoas boas, por termos aceitado a Jesus como nosso Salvador pessoal ou porque podemos falar em línguas.

Por muitos meses um pensamento andou me cercando: "E isso é para ser tudo? Isso é tudo o que o cristianismo tem para oferecer?“

Por muitos meses um pensamento andou me cercando: "E isso é para ser tudo? Isso é tudo o que o cristianismo tem para oferecer?“  Toda vez que eu lia em Atos dos Apóstolos, eu sentia uma atmosfera de força, de vitória e também de poder vencer a Satanás com todo o seu exército do inferno. Em mim cresceu o desejo de vivenciar a mesma vitória e a mesma força, mas na realidade eu somente encontrava pregadores que me contavam que não teria que fazer o que está escrito na bíblia, como também eles não o praticam. Eu encontrava mulheres que falavam mal de outros grupos de membros, e homens que tinham prazer em fragmentar a igreja em grupinhos, para com isso conseguir mais poder e prestígio.

Eles eram unidos em um ponto: Que Jesus, Filho de Deus, o Rei dos reis, sofreu e morreu por nós na cruz, para encontrarmos o caminho de volta para Deus através do perdão dos pecados. Tudo o que temos que fazer é crer no sangue caro de Jesus, que uma vez foi derramado por nós.

E então deveríamos sair e anunciar para as pessoas o que Deus tem feito para nós, para que assim muitos se convertessem. Mas eu não conseguia me livrar do seguinte pensamento: converter para quê?

Os cristãos a minha volta continuavam a fofocar, deixavam separações acontecerem, ficavam irritados e invejosos. E eles tinham a impressão de que estava em ordem, enquanto eles pediam perdão através do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo que tirou os nossos pecados.

Mas qual foi então o ponto, e onde tinha ficado a vitória da qual eu tinha lido tantas vezes?

Mas qual foi então o ponto, e onde tinha ficado a vitória da qual eu tinha lido tantas vezes?

Um belo dia encontramos um jovem que nos contou uma história completamente diferente. Ele vinha do movimento pentecostal igualmente a nós, mas tinha participado de uma conferência em Brunstad.
Aquilo que ele ouviu lá mudou a vida dele. Ele nos contou do que foi anunciado lá: Ser salvo é apenas o início do caminho para a mudança; podemos receber vitória sobre o pecado na nossa natureza humana, a medida que vamos lutando contra ela passo a passo e resistimos a satanás, da mesma forma que fez Jesus.

Isso foi completamente novo para mim. Ele leu Hebreus 12, 4 para nós:: "Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.“

Aqui não está escrito que nossos pecados foram „tirados“, mas sim que devemos resistir ao pecado!

Esse versículo eu nunca tinha lido antes, e nunca alguém tinha me contado algo a respeito. Aqui não está escrito que nossos pecados foram „tirados“, mas sim que devemos resistir ao pecado! Na hora tive um calafrio. Então eu devo lutar contra o pecado. Eu mesmo sou responsável, aqui e agora, da minha reação diante da tentação. Então não posso simplesmente ceder e então esperar que o sangue de Jesus venha esconder meus pecados de diante os olhos de Deus.

Quando ainda estava na igreja batista, em determinada situação eu quiz deixar o culto porque estava mal-humorada e com raiva do meu marido. Um outro visitante da igreja percebeu isso e pediu que falasse em voz alta: „Louve a Deus!“ Eu me recusei. Mas eles continuaram a me pressionar, como se através desse „Louve a Deus!“ - como através de mágica - tudo poderia voltar a ficar em ordem.

Nas reuniões de Brunstad Christian Church („A Igreja Cristã“ na Alemanha, local da redação) fiz a descoberta de que o pecado mora em mim. Meu marido não tem culpa no fato de eu ficar irritada, mas sim o pecado que está em mim. Eu aprendi que tenho que ir a luta contra a minha irritação, que posso (e devo) pedir ajuda a Deus, e me preencher com seu Espírito Santo. Não somente para poder falar em línguas, mas sim para receber ajuda e assim poder resistir e lançar fora os pensamentos irritantes e pecaminosos. Eu descobri que eu posso ser liberto do pecado pouco a pouco se eu assumir a luta contra o pecado.

No decorrer de cada reunião existe a oportunidade para mim e para todos os outros de ir para a frente, dar testemunho da bondade de Deus e da obra que Ele faz na nossa vida. Nós compartilhamos as revelações que recebemos sobre nós mesmos quando a palavra profética de Deus é anunciada.

Aqui ninguém é pago para me cumprimentar na porta da igreja, ninguém é pago para ler algo das escrituras para mim, ninguém é pago para me dar conselhos. E ninguém é pago para ficar no púlpito para entrar em cena.

Nós somos membros no corpo de Cristo, pessoas livres, servos com uma vocação que seguimos, não por influência ou ganho material.

Nós somos membros no corpo de Cristo, pessoas livres, servos com uma vocação que seguimos, não por influência ou ganho material. Temos entre nós, profetas, professores, pastores, evangelistas, consoladores.

Quem pode ser parte desse corpo vivo e florescente?

Uma coisa é certa: Ninguém tem que preencher um certificado de membro e ninguém tem que participar de uma religião. Na realidade é bem simples:

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.“ Lucas 9,23.