Porquê as coisas não funcionam do jeito que eu quero?

Porquê as coisas não funcionam do jeito que eu quero?

Escrito por: Nellie Owens | Publicado: segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O que é na realidade o „próprio querer“,  e como „meu querer“ pode ter harmonia com o servir a Deus?

Você não se sente contrariado quando algo não acontece como você quer? Assim também era comigo. Eu costumava ser resmungão e lamentava quando algo não acontecia como eu queria. Eu ficava irritado, invejoso e inclusive zangado quando não acontecia segundo meu próprio querer.

„Meu querer“ é uma lista infinita de como as coisas deveriam ser segundo as minhas opiniões. Isso são exigências e expectativas que eu tenho com outras pessoas. Isso são expectativas que eu tenho do que deveria acontecer, segundo as minhas opiniões, em diferentes situações da vida. „Meu querer“ é o meu ego. „Meu querer“, são meus desejos e paixões. „Meu querer“ está na minha natureza humana pecaminosa. A bíblia dá o nome de „a carne“ para a natureza humana. Em romanos 8,8 está escrito: Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus..“ Eu não posso agradar a Deus se eu vivo segundo as concupiscências da carne - se vivo a minha própria vontade. A verdade é que meu próprio querer não combina de maneira alguma se quero servir a Deus.

A vontade de Deus é exatamente o contrário da minha vontade. Por isso algo precisa mudar radicalmente quando eu começo de fazer as coisas que Deus quer, em detrimento daquilo que eu quero.

A verdade é que o meu próprio querer não combina de maneira alguma na minha vida, se quero servir a Deus.

Jesus disse para Nicodemos: „Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.“ João. 3,3. Nicodemos sabia que não se pode nascer outra vez fisicamente, ele contudo não entendia o que Jesus tentava dizer a ele. Jesus falava de um novo nascimento segundo o espírito.  Se eu entrego a minha vida a Deus, se me entrego completamente a ele, então eu recebo o novo nascimento. Eu tomo a decisão firme de não viver mais segundo a minha vontade. Eu deixo o „velho homem“ . O velho homem, que é o sentimento de seguir o pecado e viver segundo ele. (Efésios 4,22 e Romanos 6,6.) Isso significa que não vou mais ceder ás expectativas e exigências da minha carne. Com isso estou livre para servir a Deus e encontrar a sua vontade para minha vida. Deus envia o seu espírito Santo para me ensinar e guiar, e para me ensinar a diferença entre a vontade de Deus e a minha vontade, e para dar-me força para obedecê-lo! Romanos 8,11-15.

Através dos padecimentos de Cristo - através do crucificar das minhas paixões e concupiscências (meu próprio querer) - eu recebo parte na glória e alegria.

Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.“ 1.Pedro. 4,12-13.

Essas aflições não fazem sentido segundo a minha razão humana e meus sentimentos. Mas através dos padecimentos de Cristo - através do crucificar das minhas paixões e concupiscências (meu próprio querer) - recebo parte na glória e alegria eterna.

Em cada situação Deus tenta me mostrar algo. Se por exemplo, meu carro tem uma pane, isso certamente não está na minha vontade. Mas a vontade de Deus é algo bem diferente daquilo que meu entendimento humano quer. Talvez ele quer mostrar meu orgulho: por acreditar que tenho o total controle sobre minha vida, e que perco a paciência e fico amargo muito rapidamente. Mas se escolho consciente de permanecer calado nessa situação, sem que ira e pensamentos de amargura tenham lugar, então sofro na carne, pois a carne não recebe aquilo que ela quer. Como compensação por isso eu recebo algo com valor eterno: E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça.“ 1.Pedro. 5,10.

A pane no meu carro não é o „padecimento“, mas sim deixar de ceder as inclinações da minha carne (a própria vontade). Ao invés de lamentar eu venço o pecado na minha carne e sou liberado disso!

Essa linha de pensamento causa uma bênção a qual „minha vontade“ nunca poderia ter trazido!

Através dessa esperança eu me torno cada vez mais livre, posso avançar e me alegrar em todas as circunstâncias que a vida me traz. Eu posso começar a ver a minha vida diária da maneira que o apóstolo Paulo fez: Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.“ Romanos 8,18. Essa linha de pensamento causa uma bênção a qual „minha vontade“ nunca poderia ter trazido!