Você quer ser feliz?

Você quer ser feliz?

Escrito por: Karina Schytt | Localizar: Holstebro, Danmark | Publicado: segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Talvez essa pergunta não é difícil de ser respondida. Mas, na realidade, como ficamos felizes? Como alcançamos a paz, alegria e maior satisfação na vida? Isso é absolutamente possível?

Uma noite eu pensei numa história, que tinha ouvido fazia algum tempo. Ela tratava de um homem ancião, que foi acompanhado, na sua caminhada, por um homem mais jovem. O mais velho virando-se para o mais novo disse: “Eu sou tão feliz, e você sabe porquê? Porque eu não quero mais nada!“ O homem mais velho tinha entregado seu próprio querer egoísta pelo bem da boa vontade de Deus. Isso tinha deixado ele tão feliz. 

Um dia depois, eu estava sentado no carro com minha colega e conversávamos sobre um programa de televisão que tinha nos ocupado. Esse programa tratava de pessoas jovens que tinham exigências praticamente impossíveis para seus parceiros e em todas as suas circunstâncias. Tratava de glamour, casas bonitas, aparência deslumbrante e comida cara. O pior nisso é que as pessoas pareciam convictas que se tornariam felizes, se tivessem as suas exigências atendidas. Mas isso é verdade?

Eu pensei nas palavras da noite anterior; a clareza que havia nas palavras, e a simplicidade com as quais elas foram ditas. A expressão do homem, testefica de um entendimento de felicidade, que vai muito além daquilo que normalmente relacionamos com felicidade. Essa felicidade independe totalmente de circunstâncias externas. Essa felicidade recebemos quando deixamos a nossa própria vontade.

Eu pensei: „Isso é mesmo tão simples? É mesmo verdade que podemos nos tornar felizes, se deixarmos o nosso próprio querer?“

Um exemplo disso, de viver feliz

Em hebreus 1, 9 está escrito: „Amaste a justiça e aborreceste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus te ungiu, com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.“


Esse versículo descreve como Jesus viveu aqui na terra. Ele foi ungido com óleo de alegria mais do que os seus companheiros, então, ele foi mais feliz que outras pessoas no tempo que viveu. Mas que justiça ele amou, e de onde vinha a injustiça?
 

Ele amava a vontade de Deus, pela qual ele deveria sofrer em paciência, suportando as pessoas, abençoando e fazendo o bem. 

Jesus mesmo diz: „Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.“ (João 6,38) Ele amava a vontade de Deus, e vivia para fazê-la. A injustiça que ele odiava, foi seu próprio querer, suas inclinações humanas, que queriam o contrário da vontade de Deus. 

Em Mateus 26, 39-44 podemos ler como Jesus viviam um combate em oração para que seu próprio querer não recebesse poder. Assim Jesus combateu todos os dias de sua vida, quando percebia que raiva, preocupações ou impaciência queriam cansá-lo.  Ele amava a vontade de Deus, pela qual ele deveria sofrer em paciência, suportando as pessoas, abençoando e fazendo o bem. 

Jesus não queria, da mesma forma como o homem mais velho, nada para si. Todo dia aqui na terra, ele esteve pronto para fazer a vontade do seu pai celestial, e ao mesmo tempo dizer não para tudo que não dizia respeito a essa vontade.

Se eu creio que a vida de Jesus é digna de ser seguida, então também preciso deixar o meu próprio querer humano!

Renunciar meu próprio querer = tornar-me feliz?

Temos um querer próprio muito forte como humanos, que já podemos perceber em crianças muito pequenas. Temos idéias daquilo que consideramos ter razão, como queremos ser tratados, como gostaríamos de parecer, o que deveríamos saber e como nosso entorno deveria ser. Quando meus planos não dão certo, porque coisas imprevistas acontecem, ou porque alguém ou algo se opõem ao meu querer, então a minha felicidade é colocada a prova. Nessas situações que todas as pessoas vivenciam, o nosso querer humano nos atormenta com preocupações, amargor ou com a sensação de termos sido injustiçados. 

Como eu posso manter a felicidade, a paz e a alegria nessas circunstâncias?

Bem simples, entregando o meu próprio querer e confiando em Deus, da mesma maneira como fez Jesus, quando ele estava aqui na terra. O homem pecaminoso sempre vai se opor a vontade de Deus, „Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus.“ (Romanos 8, 7). ele nos distanciaria cada vez mais do salvador, que entregou o seu próprio querer. 

Se eu digo sim para meu próprio querer nas circunstâncias da minha vida (e com isso digo não á vontade de Deus), isso me leva a um vazio , a uma posição infeliz e solitária; sozinho com minhas exigências e longe de Deus e sua condução perfeita.


Se eu quero ser feliz, tenho que entregar toda a minha vida nas mãos de Deus e confiar no meu pai celestial. Então a palavra de Mateus 6,33 vai se cumprir: „Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.“ Somente assim eu me torno realmente feliz!
 

Ó que muitos possam encontrar esse caminho para uma vida feliz - através dessa receita simples: „Eu não quero mais nada para mim.“