O amor não suspeita mal

O amor não suspeita mal

Escrito por: Richard Savage | Publicado: segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O amor não suspeita mal. (1. Coríntios 13,5)
É impossível amar alguém, pensar bem sobre essa pessoa, e ao mesmo tempo culpá-la dos seus erros do passado. 

Se você pensar em determinada pessoa, então você também lembra de um ou outro acontecimento negativo. Satanás tem o prazer, de torturar-te com muitos detalhes. Naturalmente você tem clareza de que deves perdoar os teus companheiros, porque também você gostarias de receber o perdão das tuas transgressões. Mas isso não é possível enquanto tens algo de negativo no coração, contra uma pessoa. Também Deus não pode jogar teus pecados no mar do esquecimento, se de tua parte não quiseres esquecer o mal e tornas a escavar o teu passado!

Tem uma diferença muito grande entre apenas lembrar dos acontecimentos negativos do passado, ou ainda ficar culpando uma pessoa, dos mesmos. Se alguém sofreu traumas em consequência de violência e abusos, isso pode trazer lembranças dolorosas durante anos; porém a prontidão em perdoar é apenas uma parte do processo de cura. Não obstante, os causadores precisam arcar com as conseqüencias dos seus atos.

Manter o mal na memória não tem a ver com o amor de Deus.

Normalmente as pessoas tem uma memória muito boa, quando se trata dos erros dos outros. Muito mais ainda quando talvez, com isso, seu orgulho for ferido, ou talvez até destruisse com isso as suas propriedades. Eles anseiam por vingança e gostariam que as pessoas fossem castigadas por isso, mesmo se isso tem acontecido na ignorância ou por conta de um acidente. Portar-se assim não tem nada a ver com o amor de Deus, e também não com a alegria divina sobre a realidade de que um pecador se arrepende e não quer mais tornar a pecar. Jesus pode dizer na cruz: „Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.“ (Lucas 23,34)

Quem anda por aí com pensamentos amargos, nunca se torna feliz, porque seus pensamentos não são os pensamentos de Deus, e por essa razão Deus também não pode abençoá-lo. Uma pessoa assim não crê na sabedoria e no amor de Deus, contrariando José.  Em Gênesis  50, 19-20, lemos como os irmãos de José, temiam que ele fosse vingar-se dos males que tinham feito a ele no passado.

Aquele que perdoa como Jesus perdoou, vê e experimenta a bondade de Deus 

José, no entanto, sabia em seu coração, ainda antes que as leis de Deus tinham sido colocadas em seu coração, que a vingança era unicamente coisa de Deus. Os filhos de Deus deixam isso por conta de seu Pai. José disse: „Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.“

Aqueles que conseguiram manter os corações puros de pensamentos maus, apesar de todas as experiências negativas com outras pessoas, aprenderam nessa experiência, a perdoar como Jesus. Eles puderam experimentar a bondade de Deus, que até é capaz de vencer o mal com o bem. „Assim os consolou, e falou segundo o coração deles.

 

O amor de Cristo, que ele demostrou ao morrer por nós, tem nos conduzido a conversão de nossa própria dureza, nosso egoísmo, e orgulho. Agora também podemos pertencer a esses que não „contabilizam“ o mal que lhes sobreveio, mas do contrário tem apenas um interesse: reconciliação. Por isso não culpamos do mal, e também não pensamos mais nisso.–  Agora mostramos para as pessoas, como é abençoado, quando amamos uns aos outros, como Cristo nos amou. (2. Coríntios 5, 19-20, 1. João 4, 7-8). Que benção quando somos libertos de amargura e ódio e aceitamos a benignidade de Deus, e entramos em seu reino de justiça, paz e de alegria.