O que a Bíblia diz sobre o amor?

O que a Bíblia diz sobre o amor?

Escrito por: Kathryn Albig | Publicado: terça-feira, 1 de setembro de 2015

«Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.» 1. Jo. 4,8.

O que é o amor? Quando as pessoas pensam do amor, é fácil pensar em bons sentimentos. Mas o verdadeiro amor não depende de sentimentos. Trata-se de muito mais do que o que eu sinto sobre alguém. Se é sobre o amor romântico, um membro da minha família, um amigo, um colega– amor é tão freqüentemente transmitido e aceito com base no que eu, pessoalmente, ganho dele. Mas o que eu faço quando me custa algo para amar alguém? O que a Bíblia diz sobre o amor?

«O amor é paciente, é benigno. O amor não inveja. O amor não se vangloria, não se ensoberbece. Ele não se porta com indecência, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, tudo suporta. O amor jamais acaba.» 1. Cor. 13,4-8.

Quando eu posso fazer todas estas coisas, apesar de meus sentimentos, independentemente do que os outros estão fazendo, então é amor. Eu não mesinto amável quando sou tentado a raiva, a impaciência, a buscar o meu próprio, a acreditar no pior, a desistir de algo. Mas quando eu negar estes sentimentos e me alegrar, sou longanimo, me humilho, carrego com os outros, tudo suporto – isso é verdadeiro amor. Amor dá a sua vida, as reações e requisitos que são parte da natureza humana, e não espera nada em troca.

«Ninguém tem maior amor do que este, de dar a sua vida pelos seus amigos.» Jo. 15,13.

Amar primeiro

«Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.» 1. Jo. 4,10. Isso é bom se alguém me ama e eu amo-o em troca. É fácil. Mas não é uma prova de amor. Deus nos amou antes nós o amavamos, e nós não fizemos nada para merecer esse amor. E se alguém me tratou mal? Onde está o meu amor, então? O amor dá, e não apenas para aqueles que são bons para nós. Ama seus inimigos; ama por primeiro. E ele não desaparece se o amor não for correspondido. Suporta todas as coisas.

O amor dá, e não apenas para aqueles que são bons para nós.

«Mas eu vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.» Mateus 5,44-45.

Amor divino

«Se alguém disser: Amo a Deus! - E odeia a seu irmão, é um mentiroso. Pois como aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, pode amar a Deus, a quem não ve? E temos este mandamento dele que aquele que ama a Deus, ama também a seu irmão.» 1. Jo. 4,20-21.

Nosso amor por Deus não é maior do que o nosso amor por nossos semelhantes. O amor piedoso não muda com base em circunstancias. Ele está firmemente enraizado.

A tendência é querer que o outro mude. Nós sentimos que é difícil amar alguém assim como ele é, e desejamos que eles sejam diferentes. Esta é a prova de que estamos mais preocupados com nossa própria felicidade e conforto do que com o amor pelo outro; buscamos o que é próprio.

A verdade é que, em vez de esperar que os outros mudem, temos de encontrar o pecado em nós mesmos e limpá-lo. O interesse próprio, o«eu-sei-melhor»- a postura, a presunção, a teimosia, etc. – são pecados que eu encontro quando eu tenho que tratar com os outros. Se nós nos purificamos de aquelas coisas poderemos carregar, ter fé, esperança, e suportar todas as coisas pelos outros. Nós os amamos assim como eles são, e nós podemos orar por eles com um amor verdadeiramente piedoso e com preocupação por eles.

Sem exceções

E não há exceções. Nenhum pensamento de que «essa pessoa não merece isso.» Jesus deu sua vida por nós, a derradeira prova do quanto ele nos amou. E ninguém jamais mereceu isto menos do que nós. Amar não significa concordar com o pecado do outro, ou dizer que tudo o que o outro faz é bom. É carregá-lo, orar por ele, é ter fé nele, é querer o melhor para ele. É agir, apesar do que eu sinto. Então eu posso, em vez de ter uma relutância natural por alguém, pasar a ter amor genuíno por ele. Para ajudá-lo e poder afastá-lo de coisas que poderiam ser prejudiciais, posso exortar, aconselhar ou corrigi-lo, mas só quando eu faço isso por cuidado genuíno para com tais pessoas.

Cada qual que eu encontro reconhecerá uma atração a Cristo através de mim.

Cada qual que eu encontro reconhecerá uma atração a Cristo através de mim. O amor é o que empurra as pessoas. Bondade, benignidade, mansidão de coração, paciência, compreensão. Como alguém pode se sentir atraido se sua percepção de mim é de impaciência, arrogância, grosseria, ódio, etc.?

Então, se eu sinto que me falta o verdadeiro amor divino eu oro a Deus para que ele possa me mostrar como eu posso receber mais do mesmo. Eu devo estar disposto a desistir de minha própria vontade e pensar nos outros antes de pensar em mim mesmo.

«Mas agora permanece estes três: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior destes é o amor.» 1. Cor. 13,13.