Aprender a humilhar-me

Aprender a humilhar-me

Escrito por: Martin Vedvik | Publicado: quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Martin é um jovem do programa internacional de desenvolvimento de BCC. Ali trabalha e vive junto com muitos outros jovens cristãos da sua idade. Dado a essa condição os desafios estão juntos, assim como aquelas reações inesperadas em nós mesmos.

É uma tarde úmida e cinza. Parou de chover, mas o chão segue molhado. Quase não tem vento e parece que será uma noite tranquila. Vou a caminho da janta. O dia de trabalho já terminou, e fiz o melhor possível de acordo as normas que esperam de nós como trabalhadores.

Reflexiono mais uma vez sobre o bom  desempenho apesar do clima. Foi bem. O dia foi uma realidade muito boa, só desejaria que meus colegas tivessem mais empenho. Por minha parte fiz bem! Sou um dos poucos que tem um titulo, e tenho boas habilidades de liderar. Se somente tivessem feito as coisas como pedi pela primeira vez; porque se perde muito tempo. Se somente se humilhassem um pouco mais. Cobro ânimo enquanto começam a subir os primeiros degraus da escada até o comedor.

Não preciso de uma reunião de oração

A janta termina e me dirijo até a nossa casa para tomar banho e fazer os últimos preparativos antes de anoitecer. Tem estudo bíblico. Somente espero que não tenha uma reunião de oração depois. Alguns me falam que justamente terá reunião de oração. Sei que tenho que orar, mas faço melhor sozinho. Posso orar por minha conta, depois do estudo bíblico.

Não preciso orar com os damais? Ou sim?

São as sete e o estudo bíblico começa. Tem somente um pensamento em minha cabeça: que os jovens não tenham reunião de oração. Simplesmente posso ir direto a cama e orar sozinho. Não preciso orar com os demais? Ou sim? Nem sequer é certo que tenhamos  reunião de oração. Isso espero.

O professor agradece . Agora tenho que somente esperar um pouco mais das dez. Chega o aviso então, que a reunião de oração vai ter por pedido geral.

Plim! Não. Aviso. E são dez e quinze. Isso pode significar – se, a reunião de oração é as dez e meia. Pode ser possível? Sim, sim quase me convém participar do contrário, pois depois me contarão. Porém no mais profundo do meu coração sei que seria bom humilhar-me frente aos meus colegas e amigos. E perante Deus.

A reunião de oração

Não penso em nada, e ao mesmo tempo em tudo.

Afasto-me. Não penso em nada particular, tudo sussurra e dá voltas na minha cabeça. Não penso em nada, E ao mesmo tempo em tudo. Tudo os que os demais fazem está mal. Vou para a sala de estar, e sento em um sofá de coro por ali. Minha aparência não parece tão mal. Sorrio e estou satisfeito, mas vazio e fadigado interiormente.

Levantamos-nos  e começamos com uma canção. Posso cantar bem afinado, digo no meu interior, assim que canto de todo coração. Também o jovem do meu lado. Mas canta no seu próprio idioma. Sinto como novamente algo começa a ferver. Minha vista começa a passear entre o cancioneiro e ele. Minha temperatura sobe e começo a me irritar. Porque, por todos os céus, porque não pode cantar no mesmo idioma como os demais? Melhor que ficasse calado! Não digo nada, mas não posso me manter concentrado. Paro de cantar.

Estou tão longe de ser tão bom e perfeito como quero ser.

Então chega como um relâmpago. O que é que eu estou fazendo?  Quem eu acredito que sou? Estou longe de ser tão bom e perfeito como quero ser, tudo o que se manifesta em mim é repugnante! Cheio de maldade, mofo, e com cheiro a podre que emana de cada situação onde não estou concentrado e enfocado. Até nas pequenas situações encontro uma razão para julgar os demais, me coloco por cima, ou atiro meus companheiros no lodo.

Me sinto julgado

A canção termina. Seguimos todos de pé. Sinto-me julgado. Quebrantado. Realmente vai tal mal comigo? Está em julgar os meus melhores amigos? É tão importante para mim ser alguém ou significar algo? Por quem dou minha vida? Por mim mesmo? Isso não dá para mais. As lagrimas correm no meu rosto. Devo orar!

Preciso de ajuda.

Dou um passo para frente e paro no centro. Tem completo silencio. Agora se suponho que eu deva dizer por que quero oração, mas não posso fazer um som. Estou chorando. As lagrimas corem por minhas bochechas. Pelo contrario meu rosto orgulhoso está enterrado entre minhas mãos e toda grandeza caí pela humilhação de estar na frente de 40 garatos e chorando. Abro minha boca  e decido em dizer algo, mas o único que digo é: “ Preciso de ajuda”  O resto simplesmente desaparece. Perdido na oração desses 40 irmãos fiéis  ao redor de mim nesse momento- oram por mim com toda sua força que haverá êxito. Eu também oro!

Peço para ser livre de julgar a todos os que compartilho, livre de pensamentos de grandeza sobre mim mesmo, livre de fazer as coisas frente aos homens e fazer caso aos que os demais pensam e dizem, e realmente entrar no serviço pelo espírito santo cada dia. Somente assim poderei cumpri todas as minhas tarefas de todo coração, assim como corresponde aos discípulos e como está escrito em Colossenses 3,23. «E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,» Isso contempla tudo o que fazemos! Tudo o que dizemos, pensamentos, e realizamos. Tudo tem que ser como para o senhor e não para os homens

A fé nasceu!

Sinto uma paz inexplicável no coração..

As vozes ao meu ao redor se atenuam. As mãos aparecem. Seco minhas lagrimas e me coloco novamente em meu lugar. Sinto um a paz inexplicável no meu coração. Um sentir sincero de servir y utilizar até a menor situação! Até o menor pensamento agora terá A fé realmente tem nascido em meu coração!

Mas, Como luto contra mi mesmo? Para mim requer um enfoque completo a cada dia. Através de cada situação devo orar a Deus por ajuda  e poder – não somente naquelas situações aparentemente insignificantes. Aquelas situações que vem quando o parafuso não quer entrar, quando o martelo bate no lado do dedo polegar com toda  a força, e quando a comunicação não funciona em ótima forma. São situações insignificantes? Longe, longe disso! Lucas 16,10: ! “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.”

Obrigado, Deus por dar-me graça para organizar minha vida e vencer! Abro a bíblia e leio. é como um livro novo.  É verdade que a tenho  a bíblia uns três a quatro anos e li de maneira constante, mas nunca tinha sido com tanta vida como agora. Algo absolutamente nasceu essa noite. Desde agora ponho resistência – recebi novos olhos! Posso ver! Tenho fé na vitória!