Calor como ferramenta

Calor como ferramenta

Escrito por: Helen Baltzersen | Publicado: quarta-feira, 11 de julho de 2012

Frustração e raiva no trabalho não são incomuns, mas tais situações podem ser manuseadas de maneiras diferentes.

„Existe algo assim?! Como é difícil fazer isso! Recomponha-te e faça isso“
Ainda não tinha terminado de pronunciar essas palavras quando percebi que elas estavam perigosamente próximas da raiva. Raiva e ser aplicado era algo que se movimentava em mim e mal podia contê-los. Fazia algum tempo que tinha combinado com minha colega que ela buscasse algo importante para uma paciente que estava deitada e esperava – e ela continuava sentada no PC flertando.
 

Um pequeno pensamento e uma imagen passaram como um raio pela minha cabeça – : existe duas maneiras de atravessar o gelo. Ou passamos golpeando-o ou, podemos derreter o mesmo através do calor.

Eu me viro sobre minha cadeira. Isso não combina com o mometo! Eu teria todo o direito de dizer a ela que já estava na hora! Eu sentia os golpes – as palavras vinham rapidamente. Mas então vi um recipiente de gelo diante de mim, que alguém já tinha picado: eu pude ver, que o gelo estava cheio de  „machucados“ , saltos e cantos mal quebrados, preenchidos com cacos de gelo. Será que minha colega não se sentiria assim  „machucada“ se eu viesse com todos os meus argumentos de que já era o suficiente. 

Existe duas maneiras de atravessar o gelo. Ou passamos golpeando-o ou, podemos derreter o mesmo através do calor.

Por um instante eu refleti. Diante de mim, eu via como o recipiente pareceria se alguém teria fundido o gelo com calor: um plano sem cortes profundos e sem cacos. Humm, não vale a pena esperar um pouco?
 

Talvez eu não fui claro o suficiente em minhas expectativas? Também não foi algo tão vital que deveria ser feita. Será que o método „do calor“ não seria muito mais útil, tanto para minha colega, minha paciente e também para mim? Mas como? Eu ponderei. Não era muito fácil conduzir os pensamentos para a direção completamente oposta. Como eu poderia ajudar a minha colega ao invés de fazer o contrário?

Eu decidi fazer de maneira mais próxima do correto e busquei uma xícara de café quente para a colega. „Você está bem?“ eu perguntei da maneira mais natural que pude. „Sim, obrigado! Ah desculpe por não ter feito aquilo que você me pediu; mas eu ainda tive que analisar alguns exames de sangue e outras coisas. Muito obrigado pela paciência e cuidado! Sempre é muito bom trabalhar contigo“ O gelo tinha sido quebrado – mas antes comigo mesmo.

„E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis.Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção. Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a.“ 1.Pedro 3,8-11.