Eu não me acerto muito bem com as pessoas com quem vivo. O que tenho que fazer?

Eu não me acerto muito bem com as pessoas com quem vivo. O que tenho que fazer?

Escrito por: Eunice Ng | Publicado: terça-feira, 28 de julho de 2015

O que você pode fazer quando vives junto com alguém que é „difícil“?

Depois de um longo dia de trabalho, finalmente chego em casa, com a esperança de encontrar uma refeição quente e me alegro em deitar no sofá com meias quentes e roupas mais confortáveisl. Mas naturalmente não acontece exatamente como planejado.

Na pia uma pilha de louças, o chão parece estar suspeitosamente pegajoso, e a secadora está bipando porque mais uma quantidade de roupas está pronta. E não é o suficiente – eu ainda vejo minha companheira de quarto, que já sentou no lugar mais confortável do sofá. E isso em meio á bagunça da nossa casa.

Irritação e raiva começam a fervilhar em mim.

Na realidade não foi pensado assim! Por que tenho que arrumar sempre por onde ela passa? Sempre foi assim! Por que eu tenho que aceitar isso? Agora estou começando a capitular!

O poder de pensamentos negativos

Você já reparou alguma vez, que pensamentos negativos tem a tendência de serem criados com uma velocidade muito grande? O começo é um único pequeno pensamento, mas rapidamente esse pode evoluir como uma  „colméia de abelhas“ na minha cabeça. Um pensamento leva a outro, e não demora muito até que eu mesmo esteja me arrastando por um lamaçal de auto-piedade e indignação.

Pensamentos negativos tem a tendência de se desenvolverem com uma velocidade muito grande.

Eu tenho certeza que estou com a razão! Não é mais do que certo que minha companheira de quarto arrume as coisas dela?

Mas a verdade é que a real razão da minha impaciência não é a minha companheira bagunceira, mas muito mais o pecado que mora dentro de mim mesmo. (Romanos 7,18) São esses pensamentos negativos que se originam dentro da minha própria carne pecaminosa, que roubam a minha felicidade.

Não é a minha intençao de machucar as pessoas que estão no meu entorno, mas mesmo assim pode acontecer muito rápido, que uma palavra fria e amarga saia dos meus lábios - originado de um único pensamento insatisfeito.

Eu não coloco valor nenhum em começar a discutir com minha companheira de quarto, mas o que devo fazer se estou diante dessa situação, e parece que estou sendo sufocada por meus pensamentos de própria justiça?

Pegar as pequenas rapozas

Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, …“ (Cânticos 2,15)

Por estar consciente que tudo – bom ou mau – tem a origem em um único pensamento, tenho que estar vigilante e "levar cativos" a todos esses pensamentos desaprovados e negativos, enquanto ainda são pequenos, antes que eles se fixam e conseguem crescer.

Somente o pecado na minha carne que causa preocupação e sofrimento em mim

O comportamento de outros nunca pode roubar minha felicidade. Somente o pecado na minha carne que causa preocupação e sofrimento em mim. Os pensamentos que deixo entrar - sejam da carne ou provenientes do Espírito – são os fatores decisivos e determina a minha alegria. Se tenho consciência disso, posso ser feliz, independente do que acontece, pois depende de mim, como é minha reação e quais pensamentos eu deixo entrar para ocuparem o meu coração.

Eu „mortifico“ meu próprio querer

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.“ (Lucas 9,23)

Tomar a minha cruz todos os dias, significa mortificar minha própria vida segundo a carne.

Tenho que lembrar isso todos os dias, e ter claro diante dos olhos. Tomar a minha cruz todos os dias, significa mortificar minha própria vida segundo a carne. Toda a justiça própria, impaciência, raiva, irritação - simplesmente tudo o que não conduz á vida e paz, deve morrer.

Eu não tenho influência sobre o que outros dizem ou fazem, mas eu posso escolher quais os pensamentos eu deixo entrar no meu coração. Isso nem sempre é fácil, principalmente quando a minha própria opinião e honra estão em jogo. Mas com uma consciência decidida eu começo a praticar, e de dia a dia começa a se tornar mais natural para mim.

Eu posso escolher quais os pensamentos eu deixo entrar no meu coração.

Ao me concentrar para negar os pensamentos negativos e levá-los á morte, aos poucos vou sendo transformado. (Rom.7,29)
O que normalmente era uma grande luta para mim, aos poucos vai evoluindo para uma tentação cada vez menor. Então já não é mais tão difícil chegar cansado e com frio, encontrar a casa desarrumada, e mesmo assim poder abençoar minha companheira de quarto, e organizar as coisas que ela talvez tenha esquecido. E até espalhar alegria pela casa com um coração agradecido.

Se eu tenho um coração puro e procuro a verdade, então sempre farei a vontade de Deus, seja quando estou indo em direção de alguém, fique calada, ou deva falar com meu próximo de maneira amável e animadoramente. (Provérbios 25,15)

A vida se torna muito interessante se entendo que a solução dos meus „Problemas“ com os outros, significa trabalhar na minha própria salvação! (Filipenses 2,12)